Acessibilidade: Conheça o Releituras – Livro acessível

Desenvolver ações para promover acessibilidade e inclusão social a pessoas cegas, de baixa visão e com necessidades especiais. Este é o objetivo principal do projeto “Releituras, Livro acessível”, uma iniciativa de dois professores que desenvolvem ações para promover acessibilidade e inclusão social a pessoas print-desabled.

Em 2019, o projeto Releituras participou do Conexxão de Impacto, um programa de desenvolvimento de negócios de impacto socioambiental desenvolvido pelo nosso Instituto Nexxera

E como funciona?

Foram seis meses de mentoria gratuita para desenvolver a iniciativa. E mais: ampliar a atuação do projeto. É que antes o projeto não possuía um olhar para a liderança e gestão. 

Por meio das mentorias realizadas com o professor Geraldo Campos [mentor , eles perceberam que o projeto poderia atender pessoas cegas e com baixa visão. Além de também incluir outras tipos de pessoas com necessidades especiais.

acessibilidadeNovo público

Ou seja, com essa amplitude de público, além de pessoas cegas ou de baixa visão, abriu-se a contribuição para pessoas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). E mais:  Transtorno do Espectro Autista (TEA), dislexia, pacientes de hospitais, idosos, analfabetos e analfabetos funcionais. Ou simplesmente pessoas que gostam de ouvir audiolivros.

O projeto “Releituras – Livro acessível participou do programa Caldeirão do Huck no último final de semana. Eles estiveram no quadro “The Wall” em busca de recursos para montar um estúdio de gravação. 

Os professores Maria de Fátima Medeiros e Júlio Cesar responderam perguntas de conhecimentos gerais durante três fases do jogo e conquistaram R$ 37.124,00 reais. O valor será utilizado para construir um estúdio de gravação.

É preciso mais!

O valor arrecadado no programa não será suficiente para implementar tudo o que Maria de Fátima planeja, mas ela está aproveitando a visibilidade para mobilizar mais recursos e parcerias. 

A iniciativa realiza gravações e interpretações de audiolivros didáticos e de literatura, em formato de radionovela. O projeto tem atualmente 172 voluntários, sendo que 35 estão efetivamente fazendo as gravações.

acessibilidade-releiturasO início do projeto

Tudo começou quando Maria de Fátima, estudante de letras português na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e professora de inglês, foi diagnosticada com uma doença degenerativa nos olhos, com perda gradual da visão. 

Ela percebeu que tinham poucas opções de audiolivros, e se deparou com o seguinte dado: 93% de tudo que é produzido no mundo impresso não está acessível para pessoas cegas ou com baixa visão. 

Além disso, o leitor de PDF, com voz robotizada, era muito monótono. Assim nasceu o “Releituras”. O material produzido é disponibilizado gratuitamente para smartphones, programas de rádio e no site do projeto. “Futuramente a ideia é criar um aplicativo para que as pessoas possam ter o direito de acessar os audiolivros de qualquer lugar”.

Acessibilidade nas escolas

Além de construir o estúdio de gravação, Maria de Fátima tem também planos para ampliar a acessibilidade nas escolas. E ela quer fazer isso por meio da formação de multiplicadores. A ação ainda está sendo articulada e deve ser implementada nos próximos meses em escolas na Grande Florianópolis, e em unidades do projeto Bairro Educador, na capital.

Este é mais um dos projetos desenvolvidos pelo nosso Instituto. Quer conhecer mais? acesse aqui!

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