A adoção do mobile money na América Latina

Há poucos anos, a ideia de pagar nossas compras e contas usando apenas o smartphone parecia pertencer aos roteiros de ficção científica. Porém, a tecnologia móvel vem evoluindo de forma acelerada e hoje esta cena, antes considerada futurística, já é real – e cada vez mais comum. Trata-se do promissor cenário do mobile money, ou seja, das transações financeiras feitas sem papel moeda, cheques ou cartões de crédito, usando apenas o celular.

As aplicações envolvem desde operações mais comuns atualmente, como aplicativos de mobile banking e pagamentos feitos por meio de cartões de crédito em ambiente mobile, até as mais inovadoras e emergentes, como carteiras digitais e o uso da tecnologia de NFC (Near Field Communication), pela qual o smartphone em si se torna um meio de pagamento. Também são consideradas como mobile money as transferências diretas entre pessoas ou instituições feitas pelo celular e que permitem que o montante chegue até mesmo a outros países praticamente em tempo real.

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Dados de um estudo da consultoria GSMA divulgado no início do mês durante o Mobile World Congress 2017 mostram que este mercado movimentou mais de US$22 bilhões em transações durante um único mês, dezembro de 2016, nas seis regiões analisadas (América Latina e Caribe, África Subsaariana, Oriente Médio e Norte da África, Europa e Ásia Central, Ásia Oriental e Pacífico, Ásia do Sul). A América Latina e Caribe (LAC), especificamente, é a área que apresenta maior taxa de crescimento na adoção deste tipo de serviço – o número de contas registradas deu um salto de cerca de 35% em 2016.

Ainda segundo a GSMA, a LAC já conta com 32 serviços em funcionamento e 23 milhões de contas, das quais 10,8 milhões são ativas – valor que representa 47% do total. Apesar de, em números absolutos, estarmos atrás de outros continentes, em percentuais temos a taxa mais elevada de utilização.

Os números demonstram que há um grande potencial para o desenvolvimento desta indústria por aqui. Todavia, há desafios a serem enfrentados, que passam pela regulamentação do setor, pela massificação das inovações tecnológicas e pela consolidação de um modelo de negócios totalmente novo e que ainda precisa construir uma base de confiança e segurança entre os usuários. Se os obstáculos forem superados, quem sabe o dinheiro deixe de existir e dê lugar às soluções de mobile money? Pode parecer ficção científica hoje, mas daqui a alguns anos talvez seja a realidade.

 

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