As contas bancárias estão cada vez mais digitais

A adoção de inovações no jeito de trabalhar e de consumir produtos e serviços revolucionou o mercado financeiro: hoje, fintechs e bancos tradicionais adotam modelos e funcionalidades que há 10 anos seriam inimagináveis. Um exemplo deste fenômeno é a recente popularização das contas digitais.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), cinco das principais instituições financeiras do país já acumulam, juntas, 2,88 milhões de contas totalmente digitais, ou seja, as que são movimentadas somente por dispositivos eletrônicos e/ou abertas sem o comparecimento a agências. Este número quase triplicou durante 2017, quando foram somadas 1,6 milhão de aberturas por smartphone ao ano.

Uma pesquisa da consultoria Cantarino Brasileiro, especializada no setor financeiro, aponta que mais da metade dos clientes de bancos tradicionais também usam as versões digitais das contas. O impacto dessa revolução financeira digital foi tão grande que, nos últimos dois anos, 7% das agências bancárias do país fecharam.

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Economia e simplicidade

Quando a conta é exclusivamente digital, geralmente, o usuário acaba pagando taxas mais acessíveis por concentrar todos os serviços em ambiente online por aplicativo ou internet banking. O mesmo estudo da Cantarino Brasileiro aponta que essa economia é o principal critério para a escolha do modelo, motivo justificado por 56% das pessoas entrevistadas.

A decisão de criar um vínculo online com a instituição financeira também se baseia na facilidade de acesso a qualquer hora e transparência nos processos. Entre os pontos negativos dos bancos exclusivamente digitais, a pouca disponibilidade de agências e caixas eletrônicos é um dos principais motivos, junto com a questão da segurança, que alguns ainda enxergam como duvidosa.  

Para compensar o fato da maioria dos clientes não contar com um ponto físico de atendimento, com um gerente para recorrer, por exemplo, as instituições também passaram a incluir novas funcionalidades nas interfaces de contato, como ferramentas de controle de orçamento e finanças pessoais.

Diante desse cenário com vantagens e desvantagens para todos os lados, cabe ao usuário avaliar os pontos mais relevantes para eleger a empresa que vai prestar o serviço bancário. Modernidade e economia ou a confiança do olho no olho? Enquanto tudo ainda é relativamente novo, vale a possibilidade de trabalhar com os modelos tradicionais e digitais em paralelo até chegar a uma conclusão definitiva do que é mais vantajoso.

 

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