As fintechs vieram para ficar

Pare por um minuto e pense como sua relação com o dinheiro se transformou nos últimos dez anos por conta das inovações tecnológicas que invadiram o setor financeiro. Com certeza, você tem ido cada vez menos a sua agência bancária, quase não usa mais dinheiro em espécie e suas finanças pessoais são gerenciadas por meio de um aplicativo no smartphone. Se você acha que as mudanças pararam por aí, saiba que ainda existe muito potencial para a inovação.

As principais responsáveis por moldarem a revolução neste mercado nos dias de hoje são as empresas chamadas fintechs. O termo une as palavras “finanças” e “tecnologia” e hoje está muito relacionado às startups especializadas em oferecer serviços relacionados a investimentos, pagamentos, transações, empréstimos etc., por meio de plataformas digitais. Este é um segmento em processo de consolidação no Brasil. De acordo com um levantamento divulgado pela agência de classificação de risco Fitch Ratings, o número de fintechs ativas no país chegou à marca de 150. Já a consultoria FintechLab afirma que já são mais de 180 empresas deste tipo atuando, cenário que representa um aumento de 25% em comparação aos dados de 2015, de acordo com a entidade.     

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Porém, nem tudo são flores. Há muitos fatores que devem ser levados em conta para transformar uma fintech em um negócio bem-sucedido, além de muitos desafios a serem superados. O principal obstáculo para o crescimento é a falta de profissionais qualificados que dominem as particularidades do setor financeiro. Ademais, a regulação imposta pelo Banco Central ainda é muito rígida e pode inibir iniciativas inovadoras. Apesar dos esforços dos empreendedores em busca de mais flexibilização, ainda há um longo caminho a ser percorrido neste sentido.

Já para o consumidor, o crescimento deste modelo de negócios pode trazer muitas vantagens, afinal a tecnologia abre infinitas possibilidades para tornar as transações mais rápidas, simples e eficazes. Além disso, o foco das empresas está, cada vez mais, em melhorar a experiência do cliente, uma característica dos serviços digitais em geral. Neste setor reconhecidamente burocrático e composto por muitas regulamentações, este é um diferencial muito valorizado que tem sido decisivo para o sucesso das startups.

No Brasil, 74% dos consumidores já usam algum tipo de serviço fornecido pelas fintechs, de acordo com os resultados de um estudo da Capgemini. O valor é mais alto do que a média mundial, de 63%, mostrando que o brasileiro realmente se rendeu às facilidades oferecidas por este modelo de negócio. Tanto que o setor já movimenta cerca de R$ 173 milhões no país, segundo estimativas da FintechLab. Este faturamento equivale ao resultado operacional do 16º banco do ranking divulgado pelo Banco Central do Brasil.

O momento é propício para a expansão deste segmento e há muitas oportunidades a serem exploradas. A forma de lidar com o dinheiro nunca mais será a mesma, pois as fintechs chegaram para ficar.

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