Já pensou em investir em uma moeda virtual?

Estamos vivenciando uma revolução no setor financeiro. Novas tecnologias são introduzidas no mercado frequentemente, e a qualidade da experiência do usuário tem sido um grande diferencial das inovações desse segmento. Dentre tantas novidades noticiadas nos últimos tempos, você já deve ter ouvido falar na moeda virtual, o Bitcoin, que vem trazendo questionamentos e curiosidades sobre o futuro do mercado financeiro. No Brasil, por exemplo, já é possível até mesmo operar a moeda através de um caixa eletrônico específico. Será que estamos presenciando uma grande transformação do papel moeda ou até mesmo sua futura extinção?

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Muitos brasileiros já apostam na moeda virtual como uma nova forma de investimento. De acordo com o site Bitcoin Brasil, em 2015, nem mesmo a alta do dólar superou a valorização do Bitcoin no país. No período, a moeda começou o ano sendo comercializada a R$892 e terminou com uma média de R$1.717, alta de 92%. Com isso, consolidou-se como o melhor investimento no Brasil no último ano, e as expectativas para 2016 não são diferentes.

Independente da moeda realmente se tornar popular ou não, é importante entender o sistema que opera as transações, pois é com certeza uma plataforma tecnológica disruptiva, assim como foi a internet, e foi desenhada para facilitar a transação de valores. O Blockchain, traduzido como cadeia de blocos, é o sistema que está por trás de cada operação da moeda virtual. Uma das principais características positivas desta tecnologia é a descentralização dos dados criptografados, ou seja, não exige um mediador (ou mais) para executar as transações.

Por isso, a grande vantagem de usar a moeda é poder fazer transações entre contas de diferentes países do mundo, praticamente sem custo, justamente por não possuir diversos intermediadores em uma única transação. Além disso, a garantia da privacidade dos usuários também é grande diferencial. Outra característica que conta como ponto positivo é que o Blockchain fornece prova irrefutável da existência do valor transferido, importante para processos de auditoria, pois permite rastrear a transferência de ponta a ponta, elemento crucial na perspectiva regulamentar.

Por outro lado, a robustez do sistema ainda não é suficiente para suportar um grande volume de transações, como hoje suporta a infraestrutura financeira. O Bitcoin depende da mineração de novas moedas, processo feito usando o poder da computação em uma rede distribuída. Pessoas de todo o mundo estão usando softwares que seguem uma fórmula matemática, disponível livremente, para produzir as moedas.

No comércio, a moeda virtual também deve demorar a aparecer, pois o sistema atual funciona bem, e a utilização de novos sistemas acaba levando mais tempo para ter aderência dos usuários, que confiam e já estão acostumados com o processo como ele é hoje.

Contudo, a tecnologia que suporta o Bitcoin pode ser usada em diferentes situações, não somente no ramo financeiro. Na teoria, qualquer informação de valor pode ser transferida no sistema Blockchain. Além disso, também pode ser usado para gerenciamento de dados, tais como de identidade, por exemplo, no qual é possível certificar-se da legitimidade dos dados. Outra situação interessante para utilização do sistema seria em eleições, que exigem grande segurança e privacidade dos votos, característica intrínseca no sistema.

Ainda não podemos afirmar que a tecnologia substituirá a infraestrutura corrente do setor financeiro, mas com certeza trará transformações e melhorias nos sistemas atuais, que podem ser mais eficientes, assim como a tecnologia por trás da moeda virtual pode ser aplicada em diversas outras atividades.

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