Cibersegurança em 2019 – Identificamos as principais ameaças

Assim como as tecnologias são aprimoradas para levar mais comodidade para o usuário, o cenário das ameaças digitais também evolui. Os ataques estão aumentando em quantidade e sofisticação, já que dados, biometria, push e Inteligência Artificial, sempre faladas em contextos de caminhos para aprimorar serviços e produtos, têm sido usadas para personalizar ainda mais os spams e torná-los mais convincentes.  

O reflexo disso está na confiança (ou perda dela) por parte dos usuários nos dispositivos e nos altos gastos para reparar os estragos feitos para as empresas. Por isso, vale o cuidado das companhias em mostrar que estão atualizadas com relação a esses riscos e trabalhando para continuar à frente dos fraudadores e proteger as informações dos usuários em todos os meios.

Veja a seguir algumas das principais previsões do mercado para 2019 quando o assunto é cibersegurança:

 

1 – Spam cada vez mais pessoal

Com os serviços de geolocalização, as ofertas fraudulentas dos phishers estão ainda mais convincentes e presentes na rotina das pessoas. A tendência é de que sigam estratégias de campanha avançadas, com definição de público-alvo e presença em diferentes canais (Google e redes sociais, por exemplo), como se faz no direcionamento de anúncios de comunicações reais. Isso já foi visto em 2018 e, agora, deve ficar ainda mais bem elaborado. Fala-se até na possibilidade de uma invasão no sistema de e-mail em que o hacker aprende sobre aquela pessoa, mapeia seus contatos, conversas e dados e usa as informações para o ataque ainda mais certeiro.  

 

2 – Drible na Inteligência Artificial

Entende-se que, em 2019, os fraudadores não dependerão mais de IA própria e consigam criar uma quantidade ainda maior de phishing e malware que desviem a aprendizagem do algoritmo. Assim, os ataques são ainda mais direcionados, eficazes e não serão identificados pela tecnologia, que fica “envenenada” pelo esquema.

 

3 – Autenticação sem senha

Com a tendência das senhas desaparecerem completamente em plataformas online, esse se torna mais um dos principais alvos dos criminosos. Vale o cuidado dos desenvolvedores na tecnologia na hora de prever os possíveis furos onde esses podem atuar, já que os canais não criptografados como alternativa de autenticação ficam mais vulneráveis.

 

4 – Lojas de aplicativos

Os meios não oficiais de baixar aplicativos formam o ambiente perfeito para malwares, já que proporcionam aos usuários uma falsa sensação de segurança. Porém, vale lembrar que nem a Google Play Store está imune: por mais que adotem medidas de segurança para barrar códigos suspeitos, os fraudadores já têm usado arquivos APK não maliciosos como caminho para o download de cargas externas. Fica o alerta para 2019, já que essa é uma prática que deve crescer.

 

5 – Força bruta automatizada

A falta de atenção às medidas de segurança no ambiente digital por parte dos usuários também deve ser mais explorada. O hábito de reutilizar combinações de nome de acesso e senhas em diferentes sites se torna uma vantagem para que, com uma simples verificação de pares válidos, seja possível atacar grupos específicos ou vender os valiosos dados no mercado alternativo e lucrar.

 

6 – IoT continua sendo alvo

É fato que, quanto mais popular uma tecnologia se torna, mais ela fica em evidência para ser atacada. Por mais que a preocupação com a segurança da Internet das Coisas tenha estado no topo da lista de prioridades do ramo, continua vulnerável em 2019. Os maiores riscos envolvem processos de autenticação, o que exige das empresas maior cuidado com verificação de identidade por meio de sistemas seguros de proteção, medição e acompanhamento.

7 – Política como isca

A influência de bots ou contas falsas nas redes sociais não apenas manipula a percepção e opinião do público sobre temas políticos, mas também pode ser o gancho para um ataque. Por meio de conteúdos digitais, os fraudadores levam pessoas a seguirem determinadas contas ou postagens que, em algum momento, vão enganar os usuários para conseguir com que forneçam dinheiro ou dados.

 

8 – Acesso seguro? Não é bem assim…

Sabe aquele cadeado presente em sites que indicam o uso de comunicação criptografada? É hora de começar a desconfiar disso também. Os fraudadores já descobriram um jeito de usar certificados que parecem verdadeiros, mas escondem tentativas de phishing e malware.

Parece que 2019 será um ano complicado em termos de segurança. Mas, agora que você já conhece o foco dos cibercriminosos, está na hora de se proteger. Use a informação a seu favor e mantenha-se livre das ameaças.

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