Como escolher os meios de pagamento para a sua loja virtual

O varejo online no Brasil continua avançando de acordo com as expectativas do mercado para o ano. Só no primeiro trimestre de 2016, o setor de e-commerce teve quase 25 milhões de pedidos, de acordo com dados da E-bit/Buscapé. O aumento das compras através de dispositivos móveis é um dos fatores que tem influenciado esse crescimento.

Diante deste cenário, o mercado tem sido considerado uma grande oportunidade para lojistas que queiram diversificar seus negócios ou mesmo para profissionais que queiram atuar no meio online. Mas um ponto importante que todos devem considerar na sua decisão de abrir uma loja virtual é a ferramenta que irão utilizar para o recebimento dos pagamentos, pois existe um ciclo nessa etapa que deve ser visto com atenção.

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Começando pelos meios de pagamento que a loja pretende oferecer. Os e-commerces têm a vantagem de proporcionar ao seu consumidor diversas formas de pagamento, desde cartões de crédito ou débito, até boletos, débito em conta, e a opção de pagamento com um clique, no qual o comprador pode armazenar seus dados para facilitar uma compra futura e não precisar mais digitar todas as informações do seu cartão. Porém, oferecer mais de um meio de pagamento acaba trazendo complexidade para a gestão dos recebíveis, de diversas contas bancárias, além de exigir que sejam assinados vários contratos com os diversos fornecedores.

Por isso, a segunda questão a ser avaliada é a ferramenta tecnológica que fará a integração dos vários meios de pagamento que serão oferecidos. A loja virtual pode optar por contratar um gateway ou um intermediador de pagamento, esse último chamado também de subadquirente.

Nessa etapa, é importante avaliar a segurança da ferramenta que será contratada. A certificação PCI (Payment Card Industry), por exemplo, é hoje uma obrigatoriedade para as ferramentas que transacionam pagamentos online. Além disso, deve-se avaliar também se a ferramenta possui integração com a plataforma na qual a loja virtual está inserida, se possui autorização, captura e até mesmo cancelamento de pagamentos, entre outros.

Um terceiro ponto importante do ciclo é a gestão de risco das transações. Dependendo da ferramenta que for contratada, caso não tenha um antifraude embutido, a responsabilidade da fraude em meios online é do vendedor. Portanto, é essencial utilizar alguma ferramenta que tenha esse tipo de sistema, uma vez que o Brasil é o segundo país no ranking de fraudes com cartões nos últimos 5 anos, de acordo com a pesquisa Consumer Card Fraud 2016.

A última questão a ser avaliada é a conciliação de pagamentos. Nessa parte, são apuradas as informações do que foi vendido e o que foi recebido de fato, e a gestão desses dados não é tarefa fácil. A loja deve ter uma ferramenta que faça análise desde cancelamentos, chargebacks, liquidação e taxas aplicadas.

A escolha da melhor ferramenta para transacionar pagamentos é uma tarefa essencial na estruturação da loja virtual. É importante avaliar se a solução é completa, se oferece diversos meios de pagamento, se é segura e se efetua a conciliação financeira. Uma vez estruturada essa etapa, o e-commerce garante uma boa experiência do seu consumidor, evitando perda de vendas por causa da última etapa da compra, que é o pagamento.

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[…] Segundo o site EcommerceBrasil, a maioria dos subadquirentes oferece diversos meios de pagamento, desde cartão de crédito, débito online e boleto, sem necessidade de realizar convênios com bancos e operadoras de cartão. Neste caso, o lojista assina contrato apenas com a subadquirente, que faz a ponte com os demais players do ciclo de venda (aprenda a escolher o meio de pagamento aqui). […]

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