Como funciona a rajada financeira numa concessionária?

Hoje, o Brasil possui aproximadamente 500 utilities nos setores de telecomunicação, energia, gás, água e saneamento. Apenas nos setores de energia e gás, que totalizam mais de 170 empresas no país, o faturamento líquido chega a R$ 160 milhões. O Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou em 2014 um crescimento no consumo de energia em 2,2% em relação ao ano anterior. Seja com capital de origem público ou privado, o setor que mais necessita de atenção numa concessionária é o de arrecadação, que é responsável pelo recolhimento e gestão das faturas pagas pelos usuários dos serviços públicos.

Para a gestão inteligente das contas a receber, nos processos que envolvem a arrecadação em código de barras ou débito automático das unidades consumidoras, é necessária a atualização quase que instantaneamente das faturas liquidadas das concessionárias. Essa atualização instantânea é disponibilizada pelos bancos e pode ser recebida de hora em hora pelas concessionárias.

Como funciona a rajada financeira numa concessionária

Quando o consumidor atrasa o pagamento da fatura, o corte do abastecimento é solicitado pela distribuidora do serviço. Porém, se o consumidor faz o pagamento e a concessionária não possui a rajada instantânea, pode levar mais de um dia para que apareça nos sistemas que a dívida foi quitada. Essa demora no processamento pode fazer com que o serviço seja desligado quando não há necessidade, e, então, é preciso um novo deslocamento até a unidade consumidora para religar, gerando altos custos operacionais além da insatisfação do cliente.

A rajada permite a visualização na hora em que o consumidor faz o pagamento da fatura, em atraso ou não, possibilitando que o analista financeiro possa evitar o corte indevido dos insumos na unidade consumidora. Essa visão estratégica possibilita a importação de todos os arquivos trafegados no momento em que são transmitidos pelos bancos, além de validar os valores cobrados, podendo identificar qualquer divergência e atuar no apoio a tomada de decisão.

A gestão da arrecadação é algo crítico em uma empresa do segmento de serviços públicos e deve ser tratado com atenção pelo financeiro, pois pode evitar cortes indevidos nos consumidores.

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