Entender o básico sobre Supply Chain Management pode ser um diferencial para sua empresa!

O que é?

Apesar de parecer um nome complicado, Supply Chain (ou Cadeia de Suprimentos, em tradução livre) é um conceito essencial para empresas que estão envolvidas na indústria de transformação.

Por esse motivo, há algum tempo já falamos bastante  sobre o supply por aqui, temos experiência e somos apaixonados pelo tema.

Quer descobrir mais sobre essa nossa paixão? Encontre no nosso artigo : Porque nós amamos o supply chain e você também deveria.

Em relação à sua importância, é possível pensar em quatro aspectos principais:

  • Cumprimento de Prazos: uma maior organização permite com que as etapas acima citadas ocorram de maneira muito mais fluida, sendo possível ter uma leitura muito mais realista acerca de prazos. 
  • Redução de Custos: quando se tem alguma previsibilidade acerca dos processos que envolvem a cadeia de suprimentos, torna-se possível antecipar potenciais riscos e, assim, reduzir custos ao solucionar problemas que ainda não aconteceram de fato. 
  • Satisfação do Cliente: a qualidade assegurada com uma Supply Chain bem estruturada permite aumentar o valor percebido da companhia pelo cliente. 
  • Sustentabilidade: a geração de valor, nesse caso, não fica restrita apenas ao aspecto ambiental, mas também em ações que refletem aspectos sociais, ambientais e até jurídicos da empresa.

 

É válido lembrar ainda que a existência de um Supply Chain acaba por envolver três aspectos essenciais de toda organização: estratégico, tático e operacional.

Percebeu a importância de ter um Supply Chain bem estruturado?

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Sistemas de Supply Chain Management (SCM)

Na busca de um gerenciamento cada vez mais sólido de cadeias de suprimento, foram criados “sistemas” de gerenciamento, com o intuito de facilitar a vida dos profissionais responsáveis por cuidar dessa área.

A diferenciação entre esses sistemas deve-se ao fato de que indústrias apresentam diferentes necessidades ao longo de seu processo produtivo, sendo necessário dar mais ênfase para determinados aspectos de controle em comparação a outros.

Abaixo, você confere os principais sistemas criados ao longo dos últimos anos.

  • Modelo Ágil: é ideal para empresas que trabalham com itens de pedidos especiais
  • Modelo de Fluxo Contínuo: oferece estabilidade de mercado de altas demandas, mas com pouca flutuação
  • Modelo Configurado Personalizado: confere personalizações nos níveis de produção e montagem
  • Modelo de Cadeia Eficiente: funciona para empresas que estão em mercados competitivos e uma eficiência de ponta a ponta é um diferencial
  • Modelo Flexível: oferece a possibilidade de atender picos de alta demanda, ao passo que também permite gerenciar longos períodos de baixa movimentação de mercado
  • Modelo de Referência de Operações da Cadeia de Suprimentos (SCOR): utilizado para avaliar potenciais desperdícios, estabelecer padrões e avançar através de melhorias contínuas

 

Atualmente, o SCOR é a metodologia mais utilizada. Vamos entender o por que disso acontecer?

O Supply Chain Management Moderno

Do ponto de vista de tomada de decisão, o Modelo de Referência de Operações da Cadeia de Suprimentos ( SCOR)  mostra-se como uma excelente ferramenta pois permite a divisão do negócio em diferentes processos.

Como consequência, é criado um ambiente de engajamento constante, o que permite o aperfeiçoamento em todos os níveis – do micro ao macro.

De maneira geral, existem três elementos de atenção para o gerenciamento da cadeia de suprimentos:

  • Nível Superior (Top): define o escopo e o conteúdo necessário para a cadeia de suprimentos
  • Nível de Configuração (Configuration): configura a estratégia da empresa para a cadeia de suprimentos
  • Nível de Elemento do Processo (Process Element): afina as operações da empresa, relacionando definições de elementos de processo, métricas de desempenho de processos e melhores práticas.

 

Confira estes conceitos e práticas para a gestão de Supply Chain

Figura esquemática do Modelo SCOR para Supply Chain Management. Fonte: IIM Udaipur Chronicles

Pensando no Nível Superior, podem ser destacados cinco processos – também conhecidos como elementos. São eles:

  • Planejar: algo essencial quando se pensa em controle de inventário e processos de manufatura. Nesse contexto, para adquirir o que está planejado, pensa-se em Abastecer; para planejar aquilo que é útil à produção, pensa-se em Agir; para atingir níveis de serviço significativos, realizando entregas no prazo, pensa-se em  Entregar.
  • Abastecer: consiste na identificação de fornecedores – sejam eles de bens ou de serviços – que atendam a demanda (seja ela planejada ou real) da maneira mais econômica e eficiente possível. Quando se pensa em produtos perecíveis, deve-se ter em mente que é necessário um lead time mínimo para o fornecedor, pois assim será possível ter uma abordagem de estoque mínimo. Já para os produtos não-perecíveis, o lead time cotado pelos fornecedores deve ser menor que o número de dias que o estoque chega a zero, pois assim evita-se a perda de receita. 
  • Agir: é aqui que todas as etapas de transformação – do material cru ao processado –  acontecem, contando com etapas tais como montagem, testagem e embalagem. Envolver os clientes no processo pode criar uma relação ganha-ganha muito interessante, à medida que isso possibilita o aumento das operações de produção de maneira contínua.
  • Entregar: trata-se de algo que realmente contribui para a construção da imagem da organização pelos consumidores. A ideia central é que suas expectativas para os bens e serviços demandados pelos consumidores precisam ser supridas pelos canais de comunicação e logística disponibilizados pela companhia. 
  • Retornar: também conhecida como “Logística Reversa”, trata-se de um processo de suporte ao cliente em um momento pós-venda, que está intimamente ligado aos produtos que podem ser devolvidos. Trata-se de uma etapa essencial para diminuir o potencial de deterioração do relacionamento com os clientes.

Supply Chain Management no Mundo Pós-Vacina

Por fim, pode-se pensar em todas as mudanças ocorridas nos últimos dois anos, devido à pandemia de coronavírus.

Assim, é possível, ainda, pensar no futuro do SCM através de 5 C’s:

  • Conexão: que seja possível acessar dados de diferentes maneiras – mídias sociais, IoT, integração ERP e B2B, por exemplo.
  • Colaboração: que seja possível a utilização de redes de comércio baseadas em nuvem, a fim de permitir o envolvimento de diversas empresas no processo
  • Cibernética: que seja possível o fortalecimento de sistemas digitais, protegendo contra potenciais invasores
  • Cognição Habilitada: que seja possível utilizar a tecnologia para reunir, coordenar e conduzir decisões e ações por toda a cadeia.
  • Compreensão: que seja possível obter recursos de análise que sejam dimensionados com dados em tempo real, possibilitando insights abrangentes e rápidos

 

Agora que você já conhece o que significa Supply Chain Management, não perca tempo e leia mais sobre o assunto, acesse nossos artigos!

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