Conexxão Jovem: Conheça Yasmin, a empreendedora no combate ao bullying e a depressão

Neste post sobre o Conexxão Jovem – programa de educação empreendedora de impacto voltado à rede municipal de ensino de Florianópolis, idealizado e desenvolvido pelo Instituto Nexxera-, conheceremos a história da jovem empreendedora Yasmin Fernanda. Ela é mais uma das vencedoras do nosso desafio e estuda na Escola Básica Municipal Intendente Aricomedes da Silva – EBIAS.

Yasmin tem 12 anos e uma sensibilidade gigante. Sua ideia envolve temas importantes e delicados como bullying e depressão, assuntos que precisam de atenção [muita atenção, inclusive] em todas as idades.

A pequena-grande empreendedora nasceu em Canoas, Rio Grande do Sul, mas sua família mudou para Florianópolis em busca de um futuro melhor para ela e seu irmão.

A “pequena empreendedora” gosta de ajudar as pessoas e sonha em ser uma policial dedicada. Ela acredita que através de muito estudo e dedicação é possível, sim, conquistar todos os sonhos.

Yasmin foi uma das vencedoras do Conexxão Jovem com a ideia que para muitos pode parecer simples: dialogar.

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Sensibilidade faz jovem virar empreendedora

“O meu projeto é sobre o bullying e o que eu vou fazer pra ele poder dar certo é criar um tipo de internet interna para os alunos finais, onde eles podem falar anonimamente ou com o nome mesmo e falar sobre alguma coisa que está acontecendo na escola e isso vem ao caso também da depressão, se eles tiverem passando por essa situação podem conversar com alguém”, explica a jovem empreendedora.

A ideia de Yasmin envolve não apenas alunos dos últimos anos, mas também os menores dos primeiros anos. Sua professora de geografia, Mariah, falou em seu depoimento que essa sensibilidade foi um grande diferencial da empreendedora.

Ela teve esse cuidado, esse olhar sensível para as crianças dos anos iniciais e não ficou por aí também. Na primeira vez que ela fez essas entrevistas sobre bullying com as crianças ela já pensou que podia ter alguma coisa de interação com as crianças. Fazer um jogo para que elas se interessassem mais e começassem a repensar nessas práticas”.

Mariah também ficou bastante contente por ela ter ido além. “A Yasmin podia ter feito o projeto só com a sala dela. Mas não, ela quis fazer com os anos iniciais porque ela viu que nesses anos iniciais a gente tem esse problema muito sério e que ali a gente pode fazer um trabalho mais de pertinho com eles”, afirma a professora.

Desafio ajuda aluna a aprender sobre empreendimento

A jovem Yasmin demonstrou empolgação sobre muitos pontos do desafio. Andar de avião, conhecer a cidade de São Paulo, visitar grandes empresas. Sim, entre as ações da viagem, os vencedores do desafio fizeram visitas às empresas como Creditas, Inovabra, Facebook e Nexxera.

A estudante [e agora empreendedora] contou que antes de chegar até o desafio ela não fazia ideia do que era empreender e, depois da experiência, acabou se apaixonando pela novidade.

“Eu queria muito trabalhar na Creditas. Eu ainda falei pra ela [a guia que acompanhou os jovens durante o passeio] que eu queria trabalhar lá porque eu achei aconchegante. Ah, e eles não têm aquilo de escolher as pessoas, o lugar é bonito e eu gostei do trabalho deles”, disse a jovem.

IMG_6663A professora de Yasmin entende toda essa jornada como uma experiência válida para a formação dos jovens. “Eu acho que é importante eles já terem uma visão de mundo e conseguir já desde o início uma visão empreendedora leve, desse jeito como foi”.

Ela ainda complementa dizendo que não precisa ser nada sistemático, teórico, mas uma coisa leve, prática. “Eu acho isso muito importante pra eles como cidadãos mesmo”.

Conexxão Jovem: acreditar que é possível faz parte

“Quando eles vieram aqui pra escola eu fiquei bem feliz de poder entrar nesse projeto porque antes eu já gostava dessa coisa de tecnologia e quando a diretora veio e falou tudo sobre isso eu fiquei mais feliz ainda. Me deu ainda mais vontade de entrar”.

Mas, além desta afirmação, Yasmin também contou que no começo ela achou que não ia conseguir entrar no desafio. “Achei que não ia ganhar, mas eu consegui – por milagre mas consegui – e eu aprendi muitas coisas que eu não sabia nem um pouco”. 

O ato de acreditar que é possível mudar não pode ser apenas responsabilidade do aluno. A professora Mariah explica isso de forma clara quando explica que até entende que estudantes vêem o mundo de forma diferente.

“A tecnologia tem que estar presente na escola, dentro do campo educacional, a gente precisa articular um pouco mais  a educação e a tecnologia”.

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Tecnologia pode ajudar jovens a melhorar o mundo

A professora acredita que “a escola ainda é um lugar que não é muito atrativo para eles, eu acho que precisar alinhar mais isso: educação e tecnologia, sem dúvidas nenhuma, quando a gente vai alinhar isso a gente vai colher frutos melhores”.

Além de empatia e sonhos, a nova empreendedora é só agradecimentos. “Eu queria agradecer ao Nexxera por ter proporcionado isso pra gente. Eu espero que eles venham mais vezes para a minha escola e que os próximos alunos que se interessarem mesmo consigam passar mais adiante como eu consegui”.

Sua professora também tem o mesmo sentimento. “Eu queria agradecer ao Instituto Nexxera por eu poder levá-los até lá e mostrar pra eles essa possibilidade de um mundo novo, com várias descobertas e que eles podem sim estar lá e mostrar isso pra eles”

“Mostrar a importância deles no mundo e deixar aí um aprendizado pra eles também, pra eles irem em busca dos sonhos deles. Eles estão na Cachoeira, mas que eles podem estar em todo lugar do mundo e eu tenho muito orgulho deles”, destaca Mariah.

Confira de mais perto a vontade de Yasmin em ajudar os seus colegas: https://youtu.be/V7ZMnNqhrRI

 

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