Criando inovação para a sua cadeia de valor

De acordo com o artigo da Universidade de Cambridge, para as organizações permanecerem competitivas as cadeias de valor complexas podem formar alianças estratégicas, criando programas internos para mostrar a inovação que muitas vezes está escondida dentro das empresas. Porém, em muitos casos, estes programas falham na hora de gerar interesse aos envolvidos por erro de execução.

Alguns problemas são visíveis nas organizações que optam por não inovar, principalmente quando conhecimento e informação não estão integrados entre as empresas na cadeia, de modo que os serviços e soluções entregues podem não ser os melhores. Isso porque fornecedores raramente focam no valor entregue aos clientes finais. Por outro lado, se a inovação não pode ser criada em toda a cadeia, torna-se um ambiente improdutivo.

No Reino Unido, as organizações já são incentivadas a explorar novos modelos de envolver fornecedores no processo de inovação. As abordagens envolvem a formação de uma aliança estratégica, em que fornecedores e seus clientes podem trabalhar em conjunto dentro de uma organização, e juntar-se para fornecer serviços e soluções para consumidores finais, formando cadeias de valor inovadoras.

 

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A mudança do modelo, e a formação de uma aliança estratégica para envolver os elos da cadeia, podem trazer benefícios para os principais interessados. Quando os fornecedores são focados em resultados e obtenção de recompensas a experiência de seus clientes é melhorada e os consumidor final ainda mais valorizado, de modo que estes sempre esperam ter os melhores serviços. Nos contratos baseados em resultados, as empresas no meio da cadeia podem transferir algumas responsabilidades e riscos relacionados para os fornecedores. Estes por sua vez, já que estão focados nos resultados, eles terão flexibilidade para escolher entre as opções possíveis. Nesta situação, eles são incentivados a inovar e chegar a soluções mais eficientes que tragam melhoria em toda a gestão da cadeia de valor.

No relatório final, em co-autoria com a IBM, a Universidade de Cambridge concluiu que há três áreas que os parceiros devem ter atenção, são elas: soluções comerciais, colaboração e desenho operacional. A solução comercial que é aceita por todos os parceiros lança as bases de trabalho conjunto. O segundo garante que os parceiros comecem a integrar as suas competências e capacidades, e projetar e fornecer soluções de forma colaborativa. Já o desenho operacional inclui a educação continuada, plataformas de informação, design de processo e métricas e medidas.

As empresas que gostariam de se envolver com fornecedores para inovar podem considerar a formação de uma aliança estratégica, combinando fornecedores e empresas clientes, mantendo o foco na obtenção de resultados para os clientes finais. No entanto, eles devem estar plenamente conscientes dos desafios e barreiras neste modelo, e tomar decisões com cuidado para garantir o sucesso de todas as partes envolvidas neste processo.

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