Agora sim: Cultura Maker é a mais nova revolução industrial que temos notícias

Não tem como fugir do velho clichezão: o mundo mudou.

Na teoria você já sabe, escuta na TV e lê na internet. Mas estamos tão imersos nas novidades/notificações que, na prática, alguns movimentos realmente transformadores seguem desconhecidos por grande parte das pessoas.  E um dos meus favoritos é, sem sombra de dúvidas, a Cultura Maker – evolução tecnológica do DIY (Do It Yourself, o Faça Você Mesmo).

Um exemplo bacana do movimento é a família Brookins, que ano passado terminou de construir uma casa inteirinha por meio de tutoriais vistos no YouTube.  É mais ou menos disso que o movimento é feito: código aberto (open source) e processo de instrumentação de gente comum, como eu e você.

 

Imagine só o macro impacto que iniciativas como essas, por exemplo, causam em toda cadeia da construção civil: saem de cena gigantes linhas de produção industrial para dar espaço a maquinários baratos, fáceis de operar. Uma mudança ultra significativa.

E é exatamente por isso que sinto que compreender a dimensão dessa nova liberdade criativa no mundo físico é importante: se o planeta muda a música, a gente precisa aprender a coreografia, oras.

 

Como funciona a cultura maker?

A cultura maker se baseia na ideia de pessoas sem formações técnicas construindo, consertando, fabricando e criando com ajuda de maquinários tecnológicos. Estou falando de impressoras 3D, cortadoras a laser e outros equipamentos high tech disponíveis, pela primeira vez, em laboratórios, salas de aula, bibliotecas públicas e garagens domiciliares.

Para que esses espaços realmente funcionem, é preciso que haja sinergia com a educação. A fórmula mágica é conhecimento + tecnologia + partilha. Além de colocar a mão na massa, você é estimulado o tempo todo a compartilhar o que sabe, gerando assim uma grande rede de makers.

cultura-maker-crianças

E no Brasil?

O brasileiro é o povo mais criativo do mundo, ponto. Basta gastar um tempinho se divertindo com os memes nas redes sociais para entender o que estou dizendo. Essa característica intrínseca vem da falta de recursos, o tipo de necessidade que sempre acompanhou boa parte da população. Por isso, acredito que cultura maker tem terreno fértil por esses cantos.

O maior desafio é tornar as metodologias e ferramentas necessárias acessíveis e bem distribuídas. Pelas minhas últimas pesquisas, descobri que já existem 22 Fab Labs no Brasil  – makerspaces originários do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Brasília, Recife, São Paulo e Porto Alegre estão na lista de cidades.

Além disso, a esfera pública tem se mostrado interessada no movimento. São Paulo, por exemplo, já conta com projetos para criar laboratórios municipais por todo estado. #VamosTorcer.

 

Um caminho sem volta

Pode demorar, mas nessa estrada não tem retorno. O movimento maker é só um reflexo da nova era. Uma era onde as pessoas finalmente perceberão o real impacto do consumo no planeta e passarão a buscar medidas sustentáveis, como o conserto e a fabricação própria.

Fica o otimismo em presenciar de fato esse movimento dar certo. O momento onde modelos centralizadores são derrubados, enquanto mais projetos, oportunidades e até casas inteiras serão construídas.

 

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