O que a Nexxera aprendeu ao transformar o RH em DHO

É bem nítido que um dos maiores desafios nas agendas das gigantes em tecnologia é se dar bem na disputa de fechamento de vagas e retenção de talentos. Não tá fácil pra ninguém. Um exemplo claro disso é uma pesquisa recente divulgada pela Paysa, onde foi mensurada a média de permanência de colaboradores em empresas “sonhos de consumo” como Google, Facebook e Uber. O resultado médio quase não passa dos dois anos!

Mas o que essa turma (nossa turma) tem buscado?

Liberdade, felicidade e propósito para levantar da cama todos os dias. Respostas fáceis, que refletem as mudanças na relação com o trabalho. Do outro lado da mesa, percebo que as empresas têm rebolado para seguir as mudanças, reavaliando processos, criando novas rotinas, sendo criativas com benefícios e colocando a empatia como pilar de negócios. Vi de perto essa metamorfose acontecer com o Grupo Nexxera, empresa manezinha da ilha com braços em São Paulo e influência no mundo.  

De repente, o RH virou Gestão de Talentos. E depois se consolidou como DHO (Desenvolvimento Humano Organizacional). Junto com essas três letras, uma série de melhorias, vantagens e novos olhares que soam como publi, mas resultam em retenção e bem-estar que pode ser sentido nos corredores (clima organizacional) e no valor da marca (branding).

Para compreender o que é o DHO e como ocorreu a transição dentro do Grupo Nexxera, conversei com a Scheila Dall’Agnol, big boss da área, consultora de carreira e especialista em recrutamento e seleção. Um baita aprendizado, confira:

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O que é DHO?

Desenvolvimento Humano Organizacional. Poderia ser o RH na sua versão 4.0, aliada aos novos mindsets e necessidades corporativas. Porém, é mais. A Scheila me explica que é uma nova forma de pensar: o humano deixa de ser encarado apenas como recurso. E sim indivíduos com necessidades, anseios, angústias  e individualidades que precisam ser respeitadas e, ao mesmo tempo, alinhadas com os resultados da empresa.

Além disso, criar uma área de DHO implica em encará-la como uma parceira de negócios. “Só assim, é possível potencializar melhorias de dentro para a fora”, reforça a gestora.

 

Como esse novo posicionamento contribui para uma boa vida dentro da empresa?

Parece clichê, mas realmente o bem-estar no escritório é pauta de muitas reuniões e ações organizadas pelo DHO, envolvendo equipes diversas e benchmarking constante para chegar a um modelo ideal. O movimento não é exclusivo do Grupo Nexxera, atualmente indicadores de Felicidade Interna Bruta são prioridades em grande empresas.  

O cálculo consiste em diversidade + bom uso do tempo + saúde psicológica + boa governança + movimentos de educação compartilhada.  

Para a Scheila, uma boa vida corporativa começa com um bom planejamento. “Identificamos todas as necessidades, estudamos as diversas gerações para, em seguida, traduzi-las em práticas eficientes. No Grupo Nexxera, consigo ver o resultado dessa preocupação em projetos de sucesso como o Nexxera Ativa (aulas funcionais gratuitas), Segunda Detox (frutas disponíveis nos andares), No Dress Code, Sexta da Cerveja e Treinamentos Vivenciais periódicos”.

 

Cultura e DHO, conversam?

A cultura organizacional é uma ferramenta de trabalho para o DHO. Funciona quase como cola, unindo empresa e colaborador. Vagas e candidatos. É importante ressaltar que o DHO não cria uma cultura, mas pode ajudar a moldá-la, documentá-la e criar ações que a fortaleçam. Tudo junto, mesma língua, com propósitos parecidos.

 

Quais são as habilidades de um profissional de DHO?

 

“Acredito que o novo profissional de DHO é mais ativo do que passivo e precisa ter focos diferentes, mas com igual importância: indivíduo e negócio”

Cabeça aberta, olhos atentos, empatia estampado no crachá e muito profissionalismo. “Acredito que o novo profissional de DHO é mais ativo do que passivo e precisa ter focos diferentes, mas com igual importância: indivíduo e negócio”.  “Essas são as características essenciais. Mas para compor a minha equipe, uni habilidades multifacetadas: recrutamento e seleção, treinamentos e comunicação interna”, me explicou a psicóloga.

 

E por fim, quais são as lições aprendidas ao transformar o RH em DHO?

Quando se fala de gestão de pessoas, percebo que não há verdades absolutas. Nem fórmula mágica. Nem um passo a passo para o sucesso. É colocar o verbo “tentar” em recorrência infinita e assim conseguir inovações reais. No fim da minha conversa franca com a Sheila, ela me contou que não tem jeito, o DHO é uma área nova que precisa testar ações, políticas e novas rotinas.  E é durante o processo, que as maiores lições são aprendidas.

“Aprendemos que a interação e a troca de conhecimento são importantíssimas e que todas as gerações querem incentivo e reconhecimento. Ver seu trabalho sendo relevante não tem preço.  Aprendemos também que a adaptação às mudanças e a capacidade de se reinventar são habilidades importantes para buscarmos o resultados.”

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1 Comentário em "O que a Nexxera aprendeu ao transformar o RH em DHO"

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Paulo Lisboa
Visitante
19 dias 7 horas atrás

Muito legal a matéria, importante tratarmos essas iniciativas com clareza e leveza. Já podemos sentir este novo clima na empresa, pessoas mais engajadas e felizes por fazerem parte do Grupo. Vamos em frente e podem contar comigo. Abs.

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