Dicas para quem quer abrir um e-commerce

Um modelo de negócio que veio para ficar. Assim podemos definir, sem medo de errar, o setor de e-commerce ou comércio eletrônico. Só no Brasil, as compras pela internet movimentaram R$48,2 bilhões em 2015, de acordo com dados da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico). O valor representa um aumento de 22% em relação ao ano anterior: um panorama animador em tempos de crise econômica. E, caso as previsões se concretizem, 2016 será ainda melhor e movimentará cerca de R$56,8 bilhões. Se os números te incentivaram a abrir uma loja virtual, saiba que antes de apostar nesta tendência, é preciso levar em conta alguns pontos importantes.

O primeiro deles, obviamente, é a escolha do produto a ser comercializado. Assim como em qualquer negócio, esta etapa demanda pesquisa de mercado e planejamento. Você sabia que vender alimentos e bebidas, por exemplo, não é uma boa escolha? Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e levantamentos realizados pelo E-bit/Buscapé, esta categoria ainda enfrenta resistência do consumidor, representando apenas 1% do faturamento de todas as vendas on-line no país.

Em seguida, é preciso decidir o modelo de negócios. Neste sentido, há uma tendência que vem se fortalecendo nos últimos anos: a de assinaturas ou clubes. Trata-se de enviar mensalmente produtos específicos, escolhidos por meio de curadoria, para a casa dos clientes cadastrados. Para o Presidente da ABComm, Maurício Salvador, “quanto mais especializado e exclusivo, maior será a rentabilidade. Quanto maior a variedade de marcas e fornecedores de determinada categoria, maiores as chances também, porque o consumidor muitas vezes usa os clubes para experimentar diferentes marcas e modelos”.

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Para que sua loja virtual tenha sucesso, a segurança dos dados dos clientes no momento de finalização do pagamento é um ponto chave. Existem criminosos especializados em fraudes virtuais que aplicam diversos tipos de golpe para roubar as informações dos cartões de crédito dos compradores. Para coibir a atuação deste tipo de fraudador, uma boa alternativa é a contratação de um gateway de pagamento com certificado de criptografia, para garantir que seus consumidores estarão protegidos.

Por fim, é preciso lembrar que ter um e-commerce é ter uma empresa para administrar. Parece óbvio, mas a facilidade e os baixos custos para se abrir um site faz com que muitos empreendedores se esqueçam disso e acabem se lançando ao mercado sem um plano de negócios consolidado. O resultado é que o tempo de vida médio das lojas virtuais no Brasil é de apenas três meses, segundo pesquisa da Big Data Corp. Para não cair nesta estatística, conhecer seu mercado e fazer um bom planejamento é fundamental. Só assim, você poderá contribuir para o crescimento e a profissionalização do segmento no país e alcançar o sucesso.

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