As startups que podem revolucionar a saúde no Brasil

As HealthTechs, empresas que trabalham com soluções de tecnologia para a área da saúde, é um dos setores com maior potencial de crescimento no Brasil. Atualmente, são 8% do total de startups no país. Um dos motivos dessa alta é a demanda causada pela carência e precariedade de serviços públicos e limitação de recursos para atender às necessidades das pessoas.

Com isso em vista, diversas soluções têm sido estudadas e desenvolvidas, desde de atendimento aos pacientes até sistemas de diagnósticos baseados em inteligência artificial e cognitiva. Por meio de dados, por exemplo, é possível descobrir doenças e, mais que isso, atuar preventivamente, barrando até prováveis epidemias.

Além do efeito direto na melhoria da saúde da população, a longo prazo, as HealthTechs são uma forma de reduzir custos e melhorar a eficiência do setor. O IBGE divulgou os dados da Conta-Satélite de Saúde Brasil 2010-2015, que mostraram um aumento no consumo final de bens e serviços de saúde que chegou aos R$ 546 bilhões, quase 10% do PIB nacional. Além disso, não é novidade que o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta problemas com limitação de orçamento e recursos e na administração das unidades. Até os planos privados têm passado por dificuldades e vendo seus custos para funcionar cada vez mais altos, enquanto as receitas continuam caindo.

As HealthTechs representam uma esperança de melhoria para todas essas questões.

 

Potencial da novidade

As startups de saúde ainda são novidades em todo o mundo: a primeira surgiu nos Estados Unidos, em 2010, e, aqui no Brasil, em 2015. Atualmente, são mais de 260 empresas que atuam em questões de bem-estar físico e mental, buscadores e agendamentos, marketplaces de medicamentos e equipamentos e sistemas de gestão para consultórios.

As HealthTechs já têm mostrado avanços relevantes ligados à telemedicina, testes genéticos e diagnósticos por videoconferência. Na lista, entram ainda a possibilidade de impressão 3D de órgãos e próteses, robôs que incentivam pacientes a adotarem hábitos saudáveis por meio de gadgets, leitores de exames de imagem com um poder de visão tão apurado em comparação ao olhar humano, pulseiras que monitoram epiléticos e avisam uma possível convulsão e testes tão precisos que conseguem detectar uma série de possíveis problemas que uma pessoa pode ter.

O Maná Saúde, iniciativa recente nascida em Florianópolis, é um bom exemplo de Healthtech brasileira. A empresa tem como propósito criar um grande e acessível clube do bem-estar, ofertando descontos em consultas, laboratórios, farmácias e exames por meio de um cartão virtual.

Com o Cartão Maná Saúde todos pagam apenas R$ 9,90 por mês para ter acesso a uma ampla rede de médicos e clínicas credenciados que farão o atendimento em no máximo 24 horas por um valor até 70% mais barato que uma consulta particular. E os descontos também são para os exames de diagnóstico tanto de imagem como de laboratório.

“Quando pensamos em criar o cartão Maná Saúde, nosso foco foi o fator de maior aflição das pessoas nos dias atuais. E qual é esse fator? Ter como consultar um médico no momento que realmente necessitamos, em que estamos sentindo algo diferente, seja uma dor, desconforto ou outra urgência… Isso por si só é muito complicado, as unidades de saúde públicas vivem lotadas atendendo acima da capacidade. E quando conseguimos a consulta vem outra tristeza a demora no agendamento dos exames.” – explica Adriano Zanardo, CEO da empresa.

Além do Maná, outras inovações surgem também para auxiliar na formação de profissionais da medicina, como realidade virtual para aproximar o estudante ainda mais de situações práticas como cirurgias, diagnósticos, emergências e consultas, além de trabalhar de forma mais realista conceitos de anatomia, fisiologia e fisiopatologia.

 

mana-saude

Desafios e esperança

Em meio a todo esse contexto, as empresas ainda enfrentam a burocracia característica do setor e a resistência cultural na hora de colocar as tecnologias em prática. O prontuário eletrônico é um exemplo: a ferramenta ajudaria muito na produtividade dos profissionais e obtenção de dados para análise, mas ainda é vista com desconfiança no meio.

O desejo de quem atua em uma HeathTech é que a necessidade do segmento e a confiança no potencial dessas empresas abram as portas para que as startups tenham espaço para fazer um trabalho de relevância que pode melhorar um dos maiores desafios do país, um sistema de saúde que funcione para todos.  

 

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