Inteligência artificial e big data chegam aos processos de recrutamento

Sabia que a sua próxima entrevista de emprego poderá ser feita por um robô? De acordo com uma pesquisa sobre recrutamento e seleção realizada pelo LinkedIn, novas técnicas de entrevista a partir do uso de inteligência artificial e big data são duas das tendências do segmento neste ano. Pode parecer ambíguo, mas a ideia de trazer mais tecnologia aos processos tem por finalidade deixá-los mais humanos, além de práticos e transparentes, explorando melhor o conhecimento sobre o candidato sem se prender a antigas técnicas e padrões de entrevistas que deixam a desejar na hora de descobrir o potencial de quem está interessado na vaga.

O uso de big data aliado à inteligência artificial, por exemplo, permite ao recrutador encontrar uma base maior de candidatos e ser mais assertivo no momento de eleger quem participa do processo. O mesmo estudo do LinkedIn mostrou que 67% dos recrutadores acreditam que isso pode economizar tempo de seleção.

A Vodafone, operadora móvel com sede no Reino Unido, por exemplo, reduziu pela metade o tempo de contratação ao adotar o uso de robôs no caminho: os candidatos gravavam a entrevista respondendo a algumas perguntas pré-estabelecidas e as máquinas analisavam os vídeos para avaliar sinais de linguagem corporal, expressão do rosto, entonação da voz e outras características relevantes na escolha de quem seguiria no processo. Só depois dessa triagem, os recrutadores humanos entraram no processo.rh-tecnologia

Redes sociais na jogada

 Além do LinkedIn, que é uma rede específica para o tratamento de questões profissionais, o Facebook tem tido bastante utilidade nos processos de recrutamento. Os canais são relevantes no compartilhamento de vagas e na busca de indicações de candidatos (existem milhares de grupos de diferentes áreas de atuação com a finalidade de divulgar oportunidades). É também uma forma não-oficial, mas válida, para conhecer um pouco do candidato com base no que ele expõe em sua timeline.

Mas a ligação não se limita ao Facebook: em 2016, o Netflix divulgou uma vaga de emprego pelo Instagram. E até o Snapchat tem estado no radar das empresas como uma forma de encontrar talentos, já que permite que os concorrentes façam vídeos de onde estiverem com informações que podem ser consideradas na hora de escolher quem segue na seleção.

E as inovações seguem fazendo check in por aqui também. Scheila Dallagnol, consultora de carreira e gestora de Desenvolvimento Humano Organizacional no Grupo Nexxera revela que “estamos em uma era na qual a internet atinge mais de metade da população mundial e nosso principal público-alvo, a Geração Y, está lá. É inevitável que nossas ferramentas e ações sejam essencialmente voltadas à tecnologia. Além de ganhar tempo e qualidade, as novas tendências de gestão de pessoas tornam o RH uma área estratégica e inovadora, podem ainda mais contribuir para o negócio.”

Scheilla Dall Agnol

Scheilla Dall Agnol faz parte da nova geração de RHs que usa ferramentas digitais e processos diferenciados para encontrar candidatos.

Além da diferença óbvia na rotina das áreas de recursos humanos, incorporar tecnologias é uma forma da empresa mostrar que é atualizada e se tornar mais atrativa para os talentos que vão definir onde vão colocar as suas habilidades profissionais em prática. Sua empresa já está preparada para esta nova realidade?

 

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