Mercado financeiro: como ele funciona atualmente no Brasil?

Os atuais movimentos relacionados ao mercado financeiro no país têm levado algumas fintechs ou mesmo os grandes bancos a fechar importantes parcerias com outras empresas. Tudo isso de olho em um público bastante promissor e rentável. Outros apostam na tecnologia para dar mais comodidade, num esforço de atrair cada vez mais boa parte desse universo. Todas as iniciativas em questão incrementam a já acirrada concorrência travada. Esta é uma forma de tentar abocanhar uma participação do que hoje é considerada a menina dos olhos no segmento: os microempreendedores e autônomos de varejo.

Essa recente movimentação é mais uma evolução da “disputa das maquininhas”. Ela se tornou uma verdadeira guerra entre as empresas e operadoras do setor de pagamentos. Antes disso, as envolvidas na tal batalha registrada no varejo brasileiro passaram a reduzir a taxa de juros na antecipação de recebíveis para clientes de menor porte.

 

Mercado financeiro de olho no microempreendedor

Mercado de olho no microempreendedor

Por exemplo, a Rede – bandeira do Itaú nesse ramo – chegou a reduzir e unificar o percentual para 3,5% sobre o valor vendido. Em seguida, veio o Safra Pay (marca do Banco Safra nessa área), que passou a isentar essa cobrança.

Pois bem, já é possível notar que essas ações não têm sido suficientes para conquistar um espaço maior em um mercado que movimentou R$ 415,9 bilhões só no primeiro trimestre deste ano. Ou seja, um valor 17% superior em relação a igual período de 2018, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Uma grande fatia desse montante foi operada por meio de transações de crédito, débito e pré-pago feitas por micro e pequenos empreendedores.

A guerra das maquininhas no mercado financeiro

As concorrentes precisaram tomar outras providências para morder uma parcela desse pessoal. Tal medida tem um objetivo claro: frear as grandes vedetes do momento, como por exemplo a PagSeguro. Ela teve um incremento de 42% em seus lucros no segundo trimestre de 2019 em relação ao ano passado. O Mercado Pago, do Mercado Livre, cresceu 233% no mesmo período. Os números chamam a atenção, pois ambos tomaram a certeira decisão de focar nesse público-alvo.

Por essas e outras, as outras concorrentes decidiram agir. A Globo decidiu fechar uma joint venture com a fintech Stone, no fim de julho, para atrair os microempreendedores. A primeira empresa investirá R$ 467 milhões em um plano de mídia para promover a sua nova parceira e, ao mesmo tempo, criar uma vitrine para serviços financeiros.

Em troca, a Stone oferece a tecnologia e procedimentos para processar pagamentos. Na prática, segue o caminho do UOL, mantenedor da PagSeguro, ao usar sua conhecida marca na mídia para entrar nesse mercado.

Revolucionando o modo de fazer negócios

Mais recentemente, o Banco Inter anunciou que vai entrar no mercado. O diferencial? oferecer o serviço no próprio celular. Ou seja, sem a necessidade do uso dos aparelhos de POS – as tais maquininhas. Agora, a instituição analisa se atuará como credenciadora de cartões ou se faz uma parceria com uma operadora que tenha essa licença.

Ou seja, ainda tem muita coisa pela frente para vir em meio a esse mercado. Tanto que outras empresas têm sondado muito algumas outras formas para aproveitar uma área, cuja tendência é se expandir ainda mais. Por outro lado, quem ainda buscar um lugar a esse sol, chamado mercado de pagamentos, precisará encontrar outras maneiras fora das já anunciadas para conquistar espaço e morder uma boa participação. E um novo movimento tem se esboçado no setor.

Só nos resta acompanhar e conferir os próximos passos.

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