Nova regra de boletos: qual o impacto nos condomínios?

Com a nova regra de boletos – e o fim deles sem registro – a partir de janeiro/2017 muitas mudanças devem acontecer. Com isso, todos os setores que trabalham com este tipo de cobrança estão buscando se adaptar as novas regras da Febraban e muitas rotinas estão mudando.

Segundo o site Administradores, dos quase 3,5 bilhões de boletos emitidos hoje no Brasil, 40% deles não são registrados. Novas formas de cobrança começam a surgir dentro dos negócios. São vendas recorrentes no cartão de crédito e pagamentos online, por exemplo, e também novos modelos e parcerias surgem neste momento de mudanças de hábitos.

 

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Nova regra de boletos

A proposta da Febraban é que as cobranças se tornem mais seguras, reduzindo fraudes e trazendo transparência para os meios de pagamento.  Além disso, a cobrança registrada possibilita ao beneficiário o protesto de títulos não pagos. Neste novo cenário de cobranças é necessário estar atento às segundas vias de títulos vencidos.

Estas terão um papel muito maior e mais significativo na vida das empresas que emitem boletos. Segmentos que geram grandes quantidades de segundas vias, como administradoras de condomínio, precisam estar ainda mais atentos à gestão desses títulos.

Isto por que cada mudança que acontece nos boletos registrados a federação deve ser informada. A necessidade de ferramentas que automatizam a geração e o envio destes se torna imprescindível neste novo cenário.

De olho nas taxas

Segundo a Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios – AABIC, as taxas condominiais com atraso de até um mês em São Paulo foram de quase 7% em agosto do ano passado. Uma alta de quase 0,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Já a inadimplência, que se caracteriza por atrasos maiores que três meses, é de 3,3%.

A associação ainda estima que apenas em São Paulo (capital) são aproximadamente 25.000 condomínios. No atual cenário econômico do país, a taxa de condomínio acaba se tornando um valor bem expressivo no orçamento das famílias. E o pior: dificilmente ocorrerá uma redução no valor fatura.

Assim, disponibilizar a 2ª via do boleto com acesso facilitado para recálculo de juros pelo próprio pagador é importante para que se estimule a quitação de possíveis dívidas.

Novas soluções

Neste momento é necessário ter soluções que diminuam o trabalho manual das equipes e que permitam o auto-atendimento por parte do pagador. Também é preciso Agilizar a geração dos boletos e acelerar o pagamento das dívidas. Isso possibilita ao beneficiário redução de custos com os atendimentos, recálculo de juros e ligações. Além de uma visão estratégica da carteira de cobrança.

Fique por dentro das próximas alterações nas cobranças:

  • Dezembro de 2016 – Término da migração das carteiras de cobrança sem registro para a modalidade registrada;
  • Janeiro de 2017 – Início da operação da base centralizadora de títulos.

 

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