Pagamento mobile: por que o celular será o banco do futuro

Conheça algumas tendências que levam especialistas a crer que os pagamentos mobile com celular irão superar operações bancárias e por cartão de plástico

mobile-pagamento-nexxeraHá pouco mais de 10 anos, poucos analistas imaginavam o grau de popularidade que os cartões de crédito e débito têm hoje entre os brasileiros. Estudo da Associação Brasileira de Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), mostra que os meios de pagamento eletrônico movimentaram R$ 724,3 bilhões em 2012 – alta de 18% frente ao ano anterior. Mais de um quarto (26,4%) do consumo das famílias também se deu por meio de cartões. Com o avanço de novas tecnologias para pagamento (identificação por rádio frequência, comunicação por proximidade) e a popularização de smartphones, a próxima fronteira a ser explorada é a do pagamento mobile via celular. Para especialistas do segmento financeiro e de TI, as vantagens – mobilidade, conveniência e interatividade – que este meio proporciona para o usuário e para as instituições reforça a tendência de, futuramente, o pagamento mobile ser a forma mais utilizada para operações financeiras.

Listamos algumas tendências que reforçam a opinião dos especialistas:

Impulso a novas tecnologias: a convergência digital e a praticidade do pagamento mobile está levando a grandes investimentos no setor de pesquisa e desenvolvimento. Em países com infraestrutura de dados mais robusta, como a Coréia do Sul, é possível fazer as compras do supermercado dentro do metrô, onde os produtos ficam estampados em painéis laterais – uma espécie de gôndola virtual – e podem ser adquiridos via aparelhos celulares.

Do plástico para o mobile: o aumento do número de pessoas utilizando cartões de crédito e débito gerou importantes avanços para o varejo, especialmente no setor de e-commerce. Com o consumidor mais adepto a um ambiente de compras virtual, e com novas tecnologias surgindo constantemente, especialistas acreditam que o passo seguinte – negociações sem o cartão de plástico – será mais fácil para o usuário.

Opção para quem não tem conta em banco: pesquisa do Instituto Data Popular aponta que 55 milhões de brasileiros não têm conta em banco, o equivalente a 39,5% da população e que, mesmo assim, movimentarão cerca de R$ 665 bilhões neste ano. O dado mais interessante é que a maior parte deste contingente é formado por pessoas de classe média (52%) e alta (11%), mas que não está em bancos em função da falta de cobertura de agências bancárias (especialmente nas regiões Norte e Nordeste), por inadimplência ou simplesmente por preferirem não ter poupança ou conta corrente. Por outro lado, o número de aparelhos celulares em operação no país – 249 milhões, uma média de 1,26 por habitante, segundo estudo da consultoria Teleco – aponta uma tendência crescente de utilização dos aparelhos para operações e pagamentos mobile.

Pagamento mobile como ferramenta de fidelização: Além de ter a possibilidade de comprar com o aparelho, as empresas começam a explorar as possibilidade que a mobilidade oferece para os programas de fidelidade. O aplicativo mobile pode ser usado para avisar os clientes sobre uma promoção. Com os serviços de localização, o aplicativo pode alertar os usuários quando estão nas proximidades de uma loja que tem uma promoção ou oferta. A comunicação mobile é eficiente, simples e clara.

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