People analytics: usando dados na gestão de pessoas

Não é só no mercado de marketing que a disponibilidade de dados e informações tem revolucionado a forma de fazer negócios. A área de gestão de pessoas também vem usando esta força em seus processos, como recrutamento e seleção, retenção de talentos e desenvolvimento de carreiras. Trata-se do people analytics, uma tendência que está ganhando espaço no segmento de recursos humanos.

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Basicamente, os estudos feitos com base na metodologia people analytics visam compreender os comportamentos dos funcionários usando dados coletados, majoritariamente, por meio de fontes digitais. Busca-se entender quais são seus principais talentos, de que forma eles estão sendo aproveitados pela empresa, em que circunstâncias determinado colaborador fica mais motivado, dentre outros indicadores.

No passado, estas informações não estavam disponíveis de forma ampla e só era possível ter acesso a elas por meio de procedimentos custosos como pesquisas, focus groups e outras técnicas, o que levava muitas empresas a não investir no conhecimento aprofundado de seus funcionários e a tomar decisões sem respaldo analítico. Hoje, com a atual disponibilidade dos dados e a metodologia people analytics, é possível agir de forma mais estratégica, com menos gastos, e gerando resultados mais assertivos.

Especificamente na atividade de recrutamento e seleção, pode-se aumentar a eficiência dos processos seletivos com base em people analytics, tanto por meio da identificação de potenciais talentos no mercado quanto da análise dos perfis que se candidataram às oportunidades abertas. A metodologia faz o cruzamento dos dados dos candidatos, como seus perfis em plataformas de redes sociais e bancos de dados de vagas, com informações internas sobre a função, a empresa e seu time de funcionários. Tais operações acontecem através de algoritmos, que são configurados para focar exclusivamente nas características desejadas para determinada posição. Desta forma, a tomada de decisão é mais consciente e as chances de se contratar um novo colaborador que irá contribuir efetivamente com os negócios da empresa são maiores.

No Brasil, a prática ainda é pouco comum. De acordo com os resultados de um estudo da consultoria PwC, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas e com a colaboração da VOCÊ RH, apenas 10% das empresas do país têm estrutura para interpretar os dados gerados por funcionários e candidatos para planejar ações, prever crises e propor melhorias. Ou seja, há um longo caminho a ser trilhado.
O investimento é válido? Sem dúvida. Empresas são feitas de pessoas e, por isso, qualquer esforço no sentido de melhorar suas vidas tem retorno garantido.

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