Processos eletrônicos em seguradora ajudam a reduzir gastos e tempo

Processos eletronicosEm seguradoras, todos os processos que envolvem propostas, orçamento ou contrato referente a qualquer serviço que oferecido pela seguradora podem ser automatizados. Algumas empresas maiores já possuem processos eletrônicos disponíveis internamente e pelo próprio site, mas a tecnologia disponível no mercado e a legislação vigente já permitem que seguradoras de todos os portes (inclusive as menores, que costumam ainda manter o fluxo manual de boa parte da tramitação de seus documentos, utilizando malotes ou correio) se beneficiem da automatização.

Em relação às leis, o Decreto 7962/13, que regulamenta a lei nº 8.078 sobre contratação em comércio eletrônico, e as especificações da MP-2200-02/2001, que regula a atividade de certificação digital no Brasil, tornaram viáveis legalmente as transações eletrônicas em seguradoras.

Além disso, a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguro, autorizou no ano passado o uso exclusivo de processos eletrônicos por meio da Resolução 294/13, diferentemente do que ocorre em outros setores. Até 2013, não era possível que nenhum processo fosse feito e gerado eletronicamente sem que, antes, tivesse sido impresso e assinado manualmente. Apesar do cenário regulatório ser favorável, o uso de tecnologia no setor ainda é muito baixo, e a questão mais comum dos gestores das seguradoras é: “o que a minha empresa ganha ao investir em processos eletrônicos”? Abaixo, enumeramos alguns benefícios desse investimento:

1. Redução de custos com papel e outros artefatos

Hoje, 99% das apólices, processos e propostas no Brasil são em papel, e é necessário trabalhar com três vias de cada um dos documentos manipulados. Ao adotar o processo eletrônico, elimina-se completamente o uso do papel, acelerando o workflow, diminuindo custos com logística e correspondências, e colaborando com a natureza. Outro benefício de se eliminar o papel tem a ver com o arquivamento de tantos documentos. As limitações de espaço e a dificuldade de buscar um arquivo específicos são superadas com o uso de tecnologias desse tipo.

2. Expansão de mercado

Com processos eletrônicos, é possível alcançar novos canais de venda e atender a consumidores que ainda não são contemplados no modelo atual das seguradoras. As oportunidades neste mercado são inúmeras: a contratação de seguro saúde está em ascensão; a venda de seguros via internet, por exemplo, ainda é pouco representativa no mercado brasileiro; e 80% da população não tem seguro de vida, do carro ou de casa, a maioria das classes C, D e E. Diante disso, o desenvolvimento de novos modelos de negócios pode ser facilitado com a adoção de tecnologias que adaptem as seguradoras ao público não bancarizado mas que já que usa o smartphone para diversas tarefas do dia-a-dia, por exemplo.

 3. Redução de fraudes

As fraudes no mercado de seguros estão caindo ano a ano, mas os prejuízos ainda são milionários: segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg), os sinistros sob suspeição chegaram a R$ 2,1 bilhões em 2013, sobre os quais a má fé descoberta envolveu R$ 414 milhões (as seguradoras se recusaram a pagar 83,5% deste total, o que representou R$ 345 milhões). Parte dessa redução se deve a ferramentas eletrônicas de autenticação e validação, que previnem as seguradoras de se relacionarem com clientes que tenham histórico de fraude, e repositório de dados automatizados, que facilitam a identificação de falsos sinistros. Se surgiram dúvidas sobre como os processos eletrônicos podem beneficiar sua seguradora ou se quiser compartilhar experiências e conhecimento sobre o assunto, deixe sua questão abaixo, na área de comentários. ebook_contratos_digitais

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