Robôs ganham cidadanias e têm determinação de direitos e deveres

 

Os cenários dos livros de ficção científica estão cada vez mais parecidos com a realidade. As máquinas evoluem em uma velocidade impressionante e se tornam capazes de realizar coisas cada vez maiores e mais complexas. Recentemente uma delas ganhou até cidadania. Sim, Sophia é um robô humanoide com inteligência artificial que no fim do ano passado passou a ser considerada uma cidadã na Arábia Saudita — acontecimento inédito até então.

 
A robô é uma criação da Hanson Robotics, de Hong Kong, e já participou de anúncios de direitos das mulheres em eventos oficiais e fez participações em redes de televisão. Divertida e até um pouco irônica em algumas entrevistas, Sophia é capaz de interpretar a feição do interlocutor e ajustar seu discurso ao contexto em que está inserida.

 
O fato do governo saudita ter concedido cidadania à Shophia não é em vão: o país planeja investir US$ 500 bilhões na construção de Neom, uma cidade que deverá ser uma zona industrial e empresarial como parte do plano Saudi Vision 2030 e, por meio de inteligência artificial e robótica, visa variar a economia local e diminuir a dependência do petróleo.

Robô Sophia durante evento na Arábia Saudita
A discussão vai além

Falando da questão dos robôs em si, o debate avançou para níveis filosóficos e de segurança, abordando regulamentação de inteligência artificial e questões como o fato de robôs inteligentes terem os mesmos direitos e responsabilidades de humanos e até de alinhamento ético e de moral dessas máquinas.

 
O Comitê de Assuntos Jurídicos do Parlamento na Europa aprovou uma proposta para discutir obrigações legais envolvendo robótica, afinal, futuristas afirmam que estamos próximos de uma nova revolução industrial diante dos avanços de IA.

 
O projeto deve envolver questões de perda de emprego de humanos devido à automação até a possibilidade da inteligência cognitiva das máquinas ultrapassarem os limites de controle pré-definidos. Entre os pontos, o relatório fala ainda de seguros obrigatórios, taxas caso haja envolvimento em atividades econômicas e prevê a adoção das três leis da robótica de Isaac Asimov, sobre o robô não poder ferir um humano, ser obediente aos mesmos e proteger sua existência sem quebrar as duas primeiras indicações.
Impressionante, não é mesmo? Mas, são sinais de que o futuro, definitivamente, chegou.

 
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