A área de supply chain no setor de varejo está em transformação

O bom funcionamento da área de supply chain é essencial para gerar resultados nas empresas do setor de varejo, afinal, ela é responsável por conectar os diversos elos da cadeia para que a operação do negócio funcione de maneira efetiva. Neste processo é necessário integrar as áreas financeira, comercial e logística, facilitando o trânsito de informações e documentos entre fabricantes, fornecedores e vendedores, com o objetivo de aumentar a produtividade e, consequentemente, potencializar ganhos operacionais e gerenciais.

Graças à tecnologia, o setor está se transformando – para melhor! De acordo com relatório da IDC, que analisa dados do primeiro trimestre de 2016, o segmento sofrerá muitas mudanças nos próximos anos. E, já que devemos estar atentos a essas movimentações, listamos neste artigo três tendências apontadas pela consultoria que irão influenciar o mercado em um futuro próximo: omni-channel e micrologística; demand driven; e robótica e internet das coisas. 

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Omni-channel e micrologística

 O consumidor do século XXI usa diversos canais para se relacionar com a sua cadeia. Ele quer que a experiência de compra que ele começou pelo site, por exemplo, continue no celular, exatamente do ponto no qual ele parou. Esse é um processo omni-channel: quando o contato com o cliente acontece simultaneamente em diversos meios. No varejo, esta tendência de consumo apresenta um grande desafio, mas vale a pena investir e se adequar. De acordo com o estudo IDC Retail Insights, consumidores adeptos ao omni-channel gastam entre 15% e 30% a mais.

Uma solução que surge neste contexto é a “micrologística”: uma rede de pequenos centros de distribuição espalhados regionalmente, que visa gerar agilidade nas entregas dos pedidos – que podem vir de qualquer lugar. O estudo da IDC estima que, ao final de 2018, ao menos 25% dos fabricantes por todo o mundo terão uma cadeia deste tipo implementada, formada principalmente por parceiros e fornecedores terceirizados.

Demand Driven

Para a IDC, o uso de ferramentas que ajudam os fabricantes a identificar antecipadamente as necessidades dos consumidores tem crescido. Com o avanço da tecnologia, a tendência é que, nos próximos anos, essas previsões aconteçam com base em informações fornecidas em tempo real a toda cadeia. Dessa forma, será possível reagir instantaneamente aos movimentos de demanda, ganhando agilidade e produtividade sobre os processos atuais, baseados em estimativas de venda.

Robótica e Internet das Coisas

Este tópico nada tem a ver com ficção científica. Na verdade, as tecnologias de robótica e a internet das coisas já estão muito próximas do nosso dia a dia. Os robôs têm sido usados pelos fabricantes em diversos processos automatizados e uma série de inovações têm sido testadas como, por exemplo, entregas de produtos feitas por drones teleguiados. A previsão da IDC é de que, até 2020, metade dos cargos operacionais em supply chain estarão envolvidos de alguma forma com atividades que envolvam robótica e computação cognitiva.

Já a internet das coisas chega para ajudar as fábricas por meio de tecnologias como os sensores remotos. Ainda de acordo com o relatório, esta inovação será capaz de fornecer aos fabricantes mais dados da operação e, com isso, ajudá-los nos processos de tomada de decisão e melhoria na produtividade.

A tecnologia já está impactando de forma significativa a área de supply chain. É preciso ficar atento às movimentações para poder aproveitar todo o potencial que essas transformações podem trazer para os negócios. Ao que tudo indica, será possível ter acesso a previsões mais assertivas, melhor organização de processos e mais efetividade nas entregas.

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