Tendências que estão movimentando o setor de e-commerce

Boa notícia para quem tem um e-commerce: se depender do varejo online, a retomada do consumo no Brasil segue a todo vapor! O setor cresceu 12% no fechamento em 2017 em comparação ao ano anterior, segundo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, a ABComm, que estima um faturamento total de R$59,9 bilhões no período.

E, para 2018, o cenário continua promissor: o Google aposta que o total de vendas por meios digitais deve passar os R$57 bilhões e que, até 2021, o segmento pode dobrar de tamanho.


Mudança de comportamento

Os dados acima refletem uma mudança na forma do brasileiro consumir. Ao perceber as vantagens financeiras e práticas de comprar online, de onde estiver, com a possibilidade de pesquisar melhores valores e condições, escolher o produto que deseja no seu ritmo e não passar pelo estresse de trajeto, estacionamento e filas, a tendência é que as compras pela internet ganhem cada vez mais adeptos: o total de pessoas que deve fazer ao menos uma compra pela internet em 2018 chega a 43,6 milhões, mais de um quarto da população nacional.

A Goldman Sachs aponta que quase 10% do varejo mundial já é eletrônico e, em setores específicos, como o de livros, metade das lojas são digitais. Seguindo esse ritmo, nos EUA, a previsão para os próximos cinco anos é de que até 25% dos shoppings centers fechem as portas, segundo estudos do Credit Suisse. Fenômeno que já começou acontecer.

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Shopping center americano abandonado (Seph Lawless/Divulgação)

 

Outro fator que comprova essa nova cultura de compras é o crescimento do comércio físico comparado ao online: o primeiro sobe em um ritmo de até 2% ao ano, enquanto o segundo chega aos 15%! E quando se olha para o mobile, são impressionantes 30% de aumento.

 

Na palma da mão

 Para quem quer incrementar as vendas, um ponto que merece atenção são as redes sociais. Estas foram responsáveis por cerca de 20% da receita online em 2017 e estão entre as maiores fontes de atração de novos compradores, de acordo com o relatório da Forrester.

O Facebook, principal rede usada no Brasil, é um dos canais com grande potencial de venda: nos EUA, por exemplo, 26% dos usuários compraram por meio de anúncios na plataforma, de acordo com a KPCB. Entender como aproveitar ao máximo esta audiência e ser relevante em meio a tantas informações na timeline é o grande desafio dos profissionais de e-commerce.

 

Aposta em tecnologia

 Com o varejo eletrônico cada vez mais consolidado, é indispensável adotar tendências que coloquem o setor em um patamar sempre avançado tecnologicamente. O caminho é investir em atualização e tecnologia, seja em mobile, redes sociais, pagamento, logística, análise de perfis de consumo e inteligência artificial. E isso deve, efetivamente, acontecer: o estudo “The State Of Retail eCommerce In Brazil”, da Forrester, aponta que 64% dos donos de lojas têm aumentado o budget para se sobressair em meio à crise da economia. As principais áreas de investimento são de marketing e desenvolvimento de plataformas mobile.

As inovações em pagamentos também colaboram para a evolução do setor, com soluções cada vez mais seguras para transações em ambientes digitais que tornam o processo ainda mais conveniente e confiável.

O consumidor está mudando.  É preciso estar atento a estas transformações e se adaptar a elas para ter sucesso em meio a ofertas tão diversificadas disponíveis para os clientes. Planejar para inovar é indispensável para quem deseja se destacar.

 

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