Tudo o que você precisa saber para conquistar o controle financeiro do seu negócio

Ter um controle financeiro é essencial para a sobrevivência de um negócio no mercado, que está cada vez mais competitivo. Para você ter uma ideia, segundo um levantamento do IBGE, 60% das novas empresas abertas, fecham as portas antes de completarem 5 anos de funcionamento.

Isso se justifica porque, com uma boa gestão financeira, os negócios evitam desperdícios, administram corretamente os recursos e encontram soluções para viabilizar investimentos.

Este post tem o objetivo de servir como um guia com tudo o que você precisa saber para conquistar o controle financeiro do seu negócio. Ficou interessado? Então confira as nossas dicas nos tópicos a seguir!

Tenha um planejamento financeiro adequado

A gestão financeira precisa ser focada em um planejamento adequado. Dessa forma, deve-se estar atento para alguns fatores, tais como:

  • objetivos e metas: indicam onde a gestão financeira da sua empresa quer chegar. Pode ser incluída aqui a diminuição legal dos impostos e a redução dos custos operacionais, por exemplo;
  • estratégias financeiras: são as ações que devem ser tomadas para que os objetivos e metas sejam cumpridos;
  • métricas: tratam-se de indicadores, como os custos que a organização tem para cada finalidade. Elas demonstram que ações podem ser feitas para cumprir as metas.

Dê uma atenção especial para os elementos do controle financeiro

Existem alguns elementos que são imprescindíveis para que a organização tenha um bom controle financeiro. É necessário ficar de olho em todos eles para verificar se os resultados estão sendo positivos. Veja, a seguir, os principais!

Fluxo de caixa

É o registro de todas as entradas e saídas de valores da empresa. Recomenda-se que o fluxo de caixa seja categorizado, para que se possa ter um controle maior e identificar gargalos.

As despesas podem ser classificadas em fixas e variáveis, por exemplo. Os custos fixos são aqueles tidos todos os meses, como o pagamento dos funcionários, a conta de telefone e energia elétrica etc. Já os variáveis são esporádicos, como o pagamento de horas extras para colaboradores ou substituição de um equipamento que estragou.

Capital de giro

O capital de giro é um valor que a empresa precisa dispor para que as suas operações sejam financiadas por um período de tempo. A ideia é que, caso algum imprevisto aconteça, a organização possa se manter ativa, mesmo sem a entrada de recursos previstos.

Ter um capital de giro é essencial para momentos de crise, principalmente para que a companhia não precise solicitar empréstimos bancários, que muitas vezes podem apresentar juros altos.

Precificação

Para obter uma boa lucratividade em uma empresa, o responsável pelo controle financeiro também precisa entender sobre precificação. Afinal, os produtos ou serviços precisam ser colocados à venda por um preço que seja atrativo para o consumidor e que, ao mesmo tempo, dê lucros para a companhia.

A formação de preços precisa sempre levar em consideração os custos fixos e variáveis para a fabricação ou oferta de um produto ou serviço, bem como a margem de contribuição, que indica a lucratividade que se deseja obter nas vendas.

Entenda sobre impostos e perfis tributários

É importante que você entenda sobre perfis tributários, uma vez que, se estiver no modelo errado, a sua empresa pode pagar mais impostos do que o necessário. Isso compromete a saúde financeira do negócio.

No Brasil, atualmente, existem três tipos de perfis tributários, que são os seguintes:

Simples Nacional

Esse modelo é indicado para as empresas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano. Além de ser mais baratos, os impostos para essa categoria são pagos em uma única guia.

Lucro Presumido

É recomendado para as companhias que têm faturamento entre R$ 3,6 milhões e R$ 78 milhões por ano. Nesse caso, o imposto incide sobre uma porcentagem dos lucros, que geralmente é de 32%. É indicado para quem tem um alto faturamento.

Lucro Real

Tal modelo é obrigatório para as organizações que faturam mais de R$ 78 milhões por ano. Ele exige que todas as movimentações e lucros do negócio sejam registradas. Também é indicado para as empresas que não têm um faturamento tão alto, mas não se encaixam no Simples Nacional.

Emita notas fiscais

Todas as empresas precisam emitir notas fiscais referentes aos produtos ou serviços que comercializam. Trata-se do instrumento por meio do qual são apurados os impostos que deverão ser pagos.

Além disso, as notas fiscais devem ser armazenadas por pelo menos 5 anos, para fins de fiscalização. Essa é uma exigência legal, que todos os empresários, independentemente de tamanho ou porte, precisam cumprir.

Leia sobre controle financeiro

O responsável pelo controle financeiro da empresa deve estar sempre por dentro das novidades da área e compreender sobre assuntos que envolvem o segmento. Por isso, convém ler muito sobre o tema.

A empresa pode assinar revistas e seguir blogs e portais que falam sobre esses assuntos, de modo que esteja sempre com conteúdos interessantes disponíveis para leitura. Assim, poderá ter ideias criativas para implementar em suas atividades.

Listamos uma série de livros sobre controle financeiro que podem ser interessantes para você. Confira:

  • Saia da crise, de W. Edwards Deming;
  • Quem pensa enriquece, de Napoleon Hiil;
  • Finanças e estratégias de negócios para empreendedores, de Steven Rogers;
  • Finanças para empreendedores e profissionais não financeiros, de Gustavo Gerbasi e Rafael Pachoarelli; e
  • Contabilidade e finanças para não especialistas, de Hong Yon Ching, Fernando Marques e Lucilene Prado.

Adquira um software de controle financeiro

A principal dica que temos para fazer um bom controle financeiro é contar com um software específico para isso. Esses programas garantem que as tarefas como o fluxo de caixa, a emissão de notas fiscais, o cálculo dos impostos, entre outras tarefas sejam feitas de forma automatizada.

Desenvolver tais atividades por meio de um sistema é menos suscetível a erros do que acontece quando tudo é feito no papel. Além disso, há muito mais agilidade, de modo que os colaboradores poderão trabalhar mais tempo em ações estratégicas.

O futuro do controle financeiro é justamente esse, se tornar uma atividade cada vez menos operacional e mais estratégica. Isso quer dizer que, enquanto os recursos tecnológicos são empregados para fazer as atividades burocráticas, a inteligência humana poderá trabalhar no planejamento e execução de táticas para aplicar melhorias.

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